Por Dale Corey e Ran Meng
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Os habitantes de Malawi não estranham clima severo. Várias catástrofes climáticas têm abalado o país nos últimos 20 anos, como enchentes, estiagens, tempestades, e ampla oscilação térmica. Tais condições têm causado mortes, declínio na produção agrícola e severos prejuízos à pecuária. O clima severo tem causado efeitos de longo prazo na área de saúde pública, segurança alimentar, crescimento econômico, recursos naturais e reservas de energia, que concomitantemente têm prejudicado a integridade do país.
O Malawi, assim como outros países africanos, se beneficiaria com projeções sofisticadas de climas extremos que, para serem precisas, requerem pelo menos 100 anos de dados. Vários empecilhos, como iniciativas incompletas de modelagem em andamento nas universidades, inquietação política e fechamento de estações climáticas, resultam em lacunas na coleta de informações. Além disso, a falta de verbas, o desinteresse do governo local em compartilhar informações e a falta de um órgão competente para validação dos dados têm contribuído para a falta de dados climáticos para o país.
O Programa ‘Clima e Desenvolvimento na África’ (ClimDev Africa), em andamento desde abril de 2006, foi lançado em 13 de Outubro de 2010 no Sétimo Fórum de Desenvolvimento Africano. Desenvolvido para aprimorar a análise de dados climáticos para o continente Africano, o ClimDev Africa foi formado por várias agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Conselho Internacional de Ciência. Patrocinado pela Comissão Econômica para a África (CEA) da ONU e pela Comissão da União Africana, o ClimDev Africa já investiu 30 milhões de dólares norte-americanos em centros de previsões climáticas africanos e ajudou a África a ocupar uma posição nos debates da ONU sobre mudança climática. O principal objetivo do ClimDev Africa é estabelecer e aprimorar o sistema de observações climáticas para ampliar a capacidade para análise e interpretação dos dados e fortalecer as instituições africanas já existentes.
Por vários anos, a IEDRO vem trabalhando com Malawi para resgatar os dados climáticos históricos do país. Recentemente, fortes enchentes devastaram a região com a ameaça de que outras possíveis condições extremas estariam porvir. Utilizando esses dados históricos, o país poderia melhor prever eventos de condições climáticas extremas, permitindo, assim, se preparar através da melhoria no padrão de construção civil, da alteração no planejamento da comunidade, assim como através de informes e evacuação organizada. Tais esforços reduziriam a mortalidade e a perda de propriedade. O governo de Malawi contribuiria, portanto, para a consolidação do país para as futuras gerações.
Referências (em inglês):
Autor Desconhecido. AFRICA: Thinking big on climate change modeling. Acessado em 20-jun-2011. Irinnews.org
Autor Desconhecido. Malawi. Acessado em 20-jun-2011. Adaptationlearning.net
Muwamba, E. Malawi Vulnerable to Climate Change? Acessado em 20-jun-2011. Nationmw.net
Ngozo, C. MALAWI. Climate Change Is Changing Farming Methods. Acessado em 20-jun-2011. Ipsnews.net
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A IEDRO gostaria de reconhecer os esforços do Programa de Modernização de Bancos de Dados Climáticos (CDMP, em inglês), uma agência que trabalhou por mais de 10 anos para preservar e aumentar a viabilidade de dados climáticos. Devido a cortes no orçamento de 2011, porém, o programa infelizmente foi descontinuado.
Os pesquisadores entendem a necessidade e o valor de dados de alta-qualidade. As pesquisas também requerem que os dados e os resultados sejam públicos e reproduzíveis. O programa CDMP aumentou a funcionalidade e o valor global de pesquisas de informações digitalizadas através de uma parceira entre o acesso irrestrito do Centro Nacional de Dados Climáticos (NCDC, em inglês) e a indústria privada para a transformação em imagens e o registro de papéis e microfilmes. As 97 tarefas do CDMP para o ano fiscal de 2010 foram distribuídas por sete organizações da NOAA.
O programa produziu quase 56 milhões de imagens e mais de nove terabytes de dados disponíveis através do programa ‘Sistema de Acesso e Exposição de Documentos Ambientais’ desenvolvido por funcionários. O escopo dos esforços do CDMP inclui a preservação de dados ambientais alcançando desde as profundezas do oceano até o topo da ionosfera. O programa forneceu recursos para muitos projetos de preservação de dados, inclusive a digitalização de medidas de ar de superfície e de ar superior, a análise de observações meteorológicas e a digitalização de fotos e gráficos que rastrearam o tamanho de geleiras, a atividade solar e antigos mapas meteorológicos.
Os serviços do CDMP apoiaram questões científicas atuais e importantes, incluindo mudança e variabilidade climáticas. Os registros históricos que o CDMP digitalizou continham observações de superfície, como temperatura e precipitação, e observações de ar superior, além de fornecerem informações importantes para a compreensão dos pontos fortes e das melhorias necessárias para modelar a atmosfera e os processos de terra. O avanço dessa compreensão tem levado a melhorias no modo como a ciência é incorporada nos modelos. A atmosfera e seus processos se estendem e requerem informações globais e solares fornecidas pelo CDMP.
A IEDRO teve o prazer de ser parceira do CDMP em esforços conjuntos para fornecer dados climáticos úteis para cientistas cujos trabalhos reduzem o sofrimento e a perda de vida devido a catástrofes naturais e mudanças climáticas. Vamos trabalhar para desempenhar um papel maior na preservação e na maior disponibilidade de dados ambientais em risco; no entanto, reconhecemos que os enormes esforços realizados pelo CDMP serão dificilmente igualados. A comunidade científica e o mundo como um todo sentirão a falta dos notáveis esforços realizados pelo CDMP.
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Por Ran Meng
Ao longo da história, embora a comunicação moderna e os dispositivos de armazenamento não estivessem prontamente disponíveis, os cientistas, viajantes e marinheiros fizeram muitos registros valiosos e observações em diários, diários de bordo, em formatos antiquados de papel e microfilme. Nos últimos anos, furacões e inundações que assolaram os Estados Unidos trouxeram à tona tal fragilidade, de que dados históricos abrangendo centenas de anos estão sendo guardados em armazéns, porões e bibliotecas remotas. Apenas em 2004 houve quinze tempestades e nove furacões na bacia do Atlântico; e o equivalente a 50 anos de dados foram arruinados em zonas inundadas. A ameaça de deterioração de dados continua não só nos Estados Unidos, mas também internacionalmente na medida em que o mundo enfrenta riscos climáticos contínuos onde os piores impactos são observados em nações em desenvolvimento que carecem de apoio e financiamento.
As mudanças climáticas só podem ser quantificadas através da comparação de dados do passado com aqueles do presente para distinguir onde mudanças significativas estejam ocorrendo entre um período cíclico e outro. Assim, um banco de dados históricos preciso e amplamente disponível é necessário para análises concisas.
A expansividade do oceano impõe um desafio para cientistas e pesquisadores que coletam dados até os dias de hoje; no entanto, o CDMP coletou dados a partir de diários de bordo da Companhia Britânica do Leste da Índia que operou entre os anos 1700 e 1800. Com base na localização onde cada observação foi registrada, a atmosfera daqueles períodos pôde ser reconstruída.
Outro projeto fascinante, a Coleção de Ludlum, contém observações diárias de temperaturas e precipitação documentadas pelos fundadores George Washington e Thomas Jefferson. Através dos esforços do CDMP, estes dados foram disponibilizados on-line e estão acessíveis a todos.
O Programa de Vetorização da Costa foi dedicado à digitalização de mapas da costa e de fotografias aéreas. Estes mapas foram relacionados com locais onde coordenadas globais precisas eram conhecidas. Através da sobreposição de mapas digitalizados de diferentes períodos, os pesquisadores puderam observar a mudança da linha costeira. Grupos têm usado esses dados para analisar a administração da orla e a erosão do litoral, bem como os deslizamentos causados por furacões. Usando até mesmo dados de 1918, por exemplo, os cientistas do Serviço Geológico dos EUA foram capazes de compreender os efeitos de um tsunami na linha costeira de Porto Rico.
A partir dos registros de observações meteorológicas marinhas feitas pelas frotas baleeiras da marinha japonesa em 1900, passando pela coleta de dados históricos do Império Russo fornecidos por cientistas estrangeiros, o foco do CDMP sempre foi de escala global, trabalhando de perto com países da África, da América Central, entre outros.
O CDMP coletou dados em variados formatos (imagens, mapas, arquivos em papel, etc.), com uma ampla gama de aplicativos, em benefício de pesquisas climáticas e ambientais, além de indústrias e outros setores. Por exemplo, Dispositivos de Redução de Capturas (BRD, em inglês) que são instalados em equipamentos de pesca permitem a fuga de espécies indesejadas, e ainda vivas, como tartarugas e golfinhos. O maior desafio na escolha de um BRD consiste na variação dos tamanhos e das composições das espécies. Outros fatores incluem quantidades variáveis na captura dependendo da estação do ano e da localização dos pesqueiros. Os dados coletados relativos aos BRDs e sua instalação em equipamentos de pesca ajudam a preservar espécies raras e ameaçadas de extinção, além de manter um limite seguro de estoque de peixes para a indústria.
Os esforços e as conquistas do CDMP trouxeram à luz a importância e a necessidade de continuar a digitalização de dados históricos ambientais e climáticos. O benefício destes dados se estende não somente às comunidades científicas e de pesquisa; mas também às indústrias de energia, seguros e agricultura. Cada vez mais, um banco de dados facilmente disponível é uma eficiente fonte de informação para deputados, senadores, e elaboradores de políticas no mundo.
A IEDRO fará o possível para continuar os esforços feitos pelo CDMP, reconhecendo que somente com um rico acervo de dados, desde o passado até o presente, as precisas e significativas decisões climáticas poderão ser tomadas para servir o mundo; seja para o meio-ambiente, a economia, ou para ajudar a salvar vidas e a ecologia.
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- Pessoas para desenvolver versões do nosso site em língua estrangeira. Não é necessário ter fluência em outros idiomas. O site é em Dreamweaver.
- Subgerente de Relações Públicas - preferencialmente uma pessoa enérgica e dedicada.
- Pessoas para desenvolver e acompanhar nossas páginas nas redes sociais, como Facebook e Plaxo. Precisamos especificamente de alguém para desenvolver uma página no Plaxo.
- Tradutores - principalmente de russo e mandarim.
- Desenvolvedores:
- Estamos construindo um software Web que vai precisar de um banco de dados no back end. Ferramentas sugeridas: MySQL 4 ou 5, PHP 4 ou 5, framework CakePHP (o desenvolvedor poderá usar outras ferramentas, caso queira) e servidor Linux usando Hostgator.
- Estamos também desenvolvendo um programa feito em Java, WX Widget e WX Python, em uma rede Linux projetada para a leitura de dados climáticos em tiras gráficas. O programa foi construído para ler registros de precipitação e agora precisa ser alterado para ler outros tipos de dados.
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Editoras Chefe
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Por Aura Lawson-Alonso
Desde o início dos tempos, enchentes estão entre os mais fatais desastres naturais conhecidos pelo homem. Nós construímos nossas comunidades próximas a rios e oceanos porque eles nos fornecem comida, transporte e outros itens essenciais, ainda que suas águas possam tomar vidas tão rápido quanto as respaldam. Embora o resgate de dados não possa prevenir enchentes, um registro histórico climático mais completo permite que os cientistas melhor prevejam padrões climáticos e preparem a população para potenciais eventos desastrosos.
A história humana recente é marcada por enchentes. A China foi mais duramente atingida no final do século XIX e em meados do século XX. As inundações do Rio Amarelo e do Rio Yangtzé causaram a morte de milhões de pessoas entre a população urbana, bem como a população rural. Por exemplo, em 1931, estima-se que entre 2,5 e 3,7 milhões de pessoas morreram, e mais de 50 milhões tenham sido afetadas. Além disso, a devastação causada por essas inundações foi precedida por seca e fome entre 1928 e 1930.
A Holanda tem uma longa história de mitigação bem sucedida de enchentes devido à melhora constante no seu sistema de diques. Embora as crianças dos EUA cresçam ouvindo a história sobre “O Pequeno Herói da Holanda” que altruisticamente usa o seu dedo para conter um dique em vazamento, a realidade das enchentes é muito mais complexa e devastadora. Apesar de seu sistema de diques, a Holanda permanece vulnerável a enchentes conforme demonstrado pela Enchente do Mar do Norte em 1953, que causou quase 2.000 mortes, e a ameaça de 1993, que deslocou mais de 200.000 pessoas.
Em períodos mais recentes, as enchentes no Centro-Oeste dos EUA provaram que desastres naturais não conhecem barreiras. Vários estados dos EUA, entre eles, Illinois, Indiana, Iowa, Minnesota, Missouri, Ohio, Tennessee e Wisconsin, foram seriamente afetados por inundações entre 2007 até os dias de hoje. A devastação da enchente ocorrida no Tennessee em 2010 era esperada para ocorrer a cada 1.000 anos. Apesar das evacuações e dos preparativos nesses estados, as enchentes causaram danos em propriedades no valor de bilhões de dólares e inestimáveis danos psicológicos aos afetados.
Isso é apenas uma amostra de eventos de inundações que ocorreram no último século. A Tecnologia e o planejamento permitiram que tomássemos precauções que reduziram imensamente o risco de morte e os danos a propriedades. No entanto, à medida que a atividade humana continua alterando o meio-ambiente, cresce o risco de enchentes devido a processos de urbanização e agricultura que tiram a terra de suas condições naturais. Ainda, estamos mais vulneráveis ao risco de enchentes devido ao aumento do nível dos mares e a padrões climáticos instáveis
Para diminuir os danos de enchentes, os cidadãos precisam desenvolver planos de emergência e de resposta a curto e longo prazos. Medidas preventivas contra enchentes podem incluir aspectos estruturais, econômicos e ambientais. Estruturas de controle de enchentes tais como represas e diques, prédios resistentes a enchentes, planos de seguro, proteções na vertente de rios e mares e o uso de planícies de inundação são alguns dos recursos primários que governos e residentes podem usar para proteger suas comunidades da influência desastrosa de inundações. A necessidade de melhor entender a história do clima é mais urgente do que nunca. O conhecimento para desenvolver e executar medidas preventivas vem da habilidade da comunidade científica em recolher e interpretar dados.
A IEDRO se esforça para conectar os pontos resgatando e digitalizando dados meteorológicos escassos que se perderiam. Esses dados históricos não podem ser replicados e são essenciais para identificação de tendências que podem nos preparar para desastres naturais. Em seu objetivo de resgatar dados brutos, a IEDRO pode ajudar os cientistas a fornecer com maior confiabilidade projeções salvadoras contra enchentes e a armar comunidades com as informações necessárias para montar estruturas e planos adequados. Como um método de bom custo-benefício para a coleta de dados climáticos, o resgate de dados é um inestimável meio para salvaguardar vidas humanas e seu bem-estar.
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A IEDRO está feliz em apresentar o novo membro de nossa equipe. O Tom é um meteorologista que recentemente aposentou-se do serviço federal. Ele era meteorologista sênior na Accu-Weather Inc por quase 10 anos antes de iniciar seu serviço federal. Seu último cargo foi com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, em inglês). Ele gerenciou o Programa de Modernização de Bancos de Dados Climáticos da NOAA (CDMP, em inglês) no Centro Nacional de Dados Climáticos (NCDC, em inglês). Ele expressou seu interesse em se tornar nossa ponte de contato com o NCDC.
A principal tarefa do CDMP era apoiar a missão da NOAA na coleta, integração, assimilação e efetivamente gerenciamento de observações da terra em escala global, partindo de observações atmosféricas, climáticas e de tempo, até observações oceânicas, costeiras e de vida marinha. O programa CDMP resgatou dados climáticos e ambientais que estavam arquivados nas instalações da NOAA. Uma vez os dados fossem convertidos em formato eletrônico, a NOAA os tornaria disponíveis para pesquisadores e outras partes interessadas.
Tom tem se envolvido com educação e sensibilização da comunidade. Ele aumentou a visibilidade do centro em locais relacionados com a ciência educacional, bem como com a profissional. Ele também esteve envolvido no monitoramento climático por vários anos, criando e atualizando a popular série mensal “Climate Watch” (ou Acompanhamento Climático). Ele desenvolveu a lista “Billion Dollar U.S. Disaster”(ou “Desastres de Bilhões de Dólares nos EUA) em meados de 1990, o que ainda é um dos mais conhecidos produtos sobre o clima. Ele participou de inúmeras entrevistas locais e nacionais em rádio e TV.
Ele é proprietário do High Country Nursery – especializado em Maples japonesas, coníferas e rosas em crescimento, além de outras bonitas plantas de paisagem e árvores em Fairview, Carolina do Norte.
Este verão (período entre junho e setembro nos EUA) tem se mostrado produtivo até agora e promete continuar assim com as futuras viagens. A primeira viagem iniciou-se no final de maio na conferência de Informação Climática para o Gerenciamento de Riscos em Orlando, na Flórida. Este evento permitiu que a IEDRO introduzisse o conceito de resgate e digitalização de dados a participantes não familiarizados com o processo. A rede de contatos foi produtiva. Teddy conheceu muitos potenciais parceiros, tanto nacionais quanto internacionais.
A segunda etapa da turnê mundial da IEDRO incluiu uma visita à Estação Meteorológica Nacional (SNET, em espanhol) em San Salvador, El Salvador. O encontro ajudou ainda mais o progresso para a digitalização de cartas de precipitação em tiras, que ultrapassam 300.000 cartas.
Teddy identificou outros importantes dados contidos em prateleiras de livros e armários. O local sofre com falta de pessoal para catalogar, organizar e facilitar o processo de digitalização; um obstáculo não limitado a El Salvador.
Teddy pôde discutir sobre impactos climáticos relacionados ao cultivo que poderiam se beneficiar com adicionais dados resgatados digitalizados no registro moderno. A agricultura de El Salvador sofre com a variável redução de chuvas em meados do verão conhecida localmente como “canícula”, que é especialmente acentuada na região sudeste do país, próximo a San Miguel. Canícula (“Cão Menor”) é a constelação que é visível no céu da América Central e do Caribe durante o padrão de precipitação em meados do verão, geralmente em julho. Outro termo, o “veranillo”, que significa “verãozinho”, refere-se ao mesmo padrão de precipitação que tem um mínimo de meados do verão.
Uma maior disponibilização de dados digitalizados locais sobre a canícula poderia ajudar a melhorar a compreensão e auxiliar na redução dos seus efeitos adversos. Junto com a canícula, inundações também afetam o sustento e a prosperidade econômica das pessoas; tornando a necessidade de dados sobre o sistema de alerta de inundações mais importante do que nunca!
Patrocinado pelo Centro Nacional Para Pesquisa Atmosférica e o Centro de Controle de Doenças em Boulder, no Colorado, esta conferência foi a metade do caminho na turnê redemoinho de Teddy. De 11 a 15 de julho, um grande grupo de participantes de diversas disciplinas representando órgãos estaduais, estações meteorológicas internacionais, universidades e agências nacionais reuniram-se para abordar o tema de doenças transmitidas por vetores e conexões entre a saúde humana e o clima. A necessidade rigorosa por dados digitalizados no mundo em desenvolvimento foi um importante tópico. Como em Orlando, surgiram muitos relacionamentos que se provarão valiosos num futuro próximo quando a comunidade internacional de pesquisa organizar-se pelo aumento de programas de resgate e digitalização de dados.
Visitas às Ilhas Caribenhas de Dominica, Barbados e Trinidad para reunir-se com agricultores locais estão previstas para agosto. A variabilidade de chuvas de verão e o seu impacto na vegetação serão discutidos com vários membros do setor agrícola, incluindo fazendeiros e meteorologistas. Os passos iniciais para a organização de um programa de resgate de dados em Barbados surgirão, além de outras missões exploratórias nas outras ilhas.
A turnê de verão terminará com uma visita à República Dominicana para atualizar seus computadores e equipamentos necessários. Como se pode ver, há entusiasmo ilimitado e uma demanda sem fim para o resgate de dados e o processo de digitalização. A IEDRO obteve sucesso na identificação de inúmeras oportunidades neste verão, tanto para colaboração quanto para o progresso para este fim.
Em meados de julho, nosso Diretor Executivo, Rick Crouthamel, acompanhado por um colega Rotariano, Anthony Clarke, viajou pelo “Coração Quente da África” por dez dias. Eles reuniram informações sobre as necessidades de dados ambientais históricos para o povo do Malawi e reuniram-se com funcionários do Departamento de Mudanças Climáticas e Serviços Meteorológicos de Malawi.
A República do Malawi é um dos primeiros países a cooperar com o resgate e digitalização de dados (DR&D, em inglês) da IEDRO. Aproximadamente 14 milhões de pessoas habitam uma estreita faixa de terra de cerca de 45.000 quilômetros quadrados (aproximadamente o tamanho da Pensilvânia). O país está situado entre três outros países que cooperam com o DR&D: Zâmbia a noroeste, Tanzânia a nordeste e Moçambique nas fronteiras restantes. O lago Malawi forma grande parte de sua fronteira a leste e é às vezes chamado de lago Calendário vez que tem cerca de 365 quilômetros de extensão e 52 quilômetros de largura. (Wikipédia)
O Malawi é um dos países mais pobres do mundo com um Produto Interno Bruto inferior a US$ 350,00/pessoa. Além do HIV, doenças transmitidas pela água representam o problema de saúde pública mais significativo com doenças como a malária, febre amarela, hepatite e disenteria amebiana as mais comuns. Estas doenças são proliferadas devido à falta de abastecimento de água potável, com muitos habitantes de vila caminhando 2-3 km para beber de fontes poluídas. A água parada durante as longas épocas de chuva fornece zonas de reprodução de mosquitos e age como canal de propagação de doenças. Assim, a gestão dos recursos hídricos é mais importante para a melhoria do padrão de vida de todos os Malawianos.
A primeira parte da viagem foi focada na necessidade de água para os Malawianos. Como parte de um esforço do Rotary International, Rick e Anthony visitaram uma escola em Nkhamenya, ao norte do país, onde doações financiaram a perfuração de um poço.
O projeto proporcionou um fornecimento de água seguro e consistente para mais de 700 crianças da escola que até então tinham que andar 2-3 km para conseguir água de uma lagoa poluída. O fornecimento de um poço perfurado proporcionou à área uma gestão responsável da água, não só dando aos moradores uma fonte segura de água potável, como também incentivou os Malawianos a drenar suas antigas fontes de água – lagoas não-potáveis e criadouros de mosquitos. O objetivo do projeto foi ajudar a conter a propagação de doenças transmitidas por insetos que afetam a região. Como há pouca ou nenhuma chuva de maio a outubro, os moradores dependiam de um abastecimento de água, mesmo que contaminada.
O primeiro passo é entender quais recursos hídricos existem hoje e quais recursos hídricos provavelmente serão necessários durante os próximos cinco a dez anos. Essa análise deve ser baseada em uma completa análise da precipitação que tem ocorrido ao longo dos últimos cem anos, incluindo o montante, a intensidade, a duração e a tendência. Infelizmente, embora esses dados estejam disponíveis no Departamento de Mudanças Climáticas e Serviços Meteorológicos de Malawi, eles não são utilizáveis em sua forma atual. Registros detalhados, que são vestígios de tinta em gráficos analógicos chamados “strip charts” (cartas meteorológicas em tiras), graficamente mostram as características da precipitação, incluindo o montante, taxa, intensidade, duração.
Para extrair as informações detalhadas de precipitação destas cartas manualmente, um técnico experiente teria que gastar pelo menos 30 minutos em cada gráfico. Considerando que o Malawi tem pelo menos de 20.000 a 30.000 destas cartas para serem digitalizados, outro método teve de ser encontrado. Nos últimos três anos, e utilizando as cartas de precipitação de Malawi como base, a IEDRO desenvolveu um programa de software que em segundos extrai as imagens escaneadas destas cartas e digitaliza os dados em intervalos de 5 minutos (288 valores por dia), fazendo isso com mais precisão.
Após a reunião do Dr. Crouthamel com o nosso Gerente de Programa, Martin, ele teve o privilégio de ter a oportunidade de se reunir com o Diretor Adjunto do Departamento de Mudanças Climáticas e Serviços Meteorológicos de Malawi, Sr. Gray K. Munthali, bem como com o futuro Diretor aposentado Dr. Donald Kamdonyo – um dos campeões internacionais de DR&D. As discussões com o Sr. Munthali e o Dr. Kamdonyo incluíram vários temas de interesse para o Departamento de Mudanças Climáticas e Serviços Meteorológicos de Malawi e a IEDRO. Assim que o financiamento adequado for obtido, todas as partes concordaram em estabelecer uma unidade de digitação de dados (similar à operada pelo Centro Nacional de Dados Climáticos da NOAA, contratante no CDMP, embora menor). Um projeto inicial foi desenvolvido na sede da IEDRO em Deale, Estado de Maryland, para estabelecer um protótipo para instalações adicionais de digitação de dados. Uma vez que a programação e os processos estejam estabelecidos, vamos localizar operações em Malawi sob a gestão do Departamento de Mudanças Climáticas e Serviços Meteorológicos de Malawi. O Serviço ofereceria a facilidade, poder e segurança.
A IEDRO fornecerá equipamento e treinamento para as instalações de digitação de dados no Malawi para digitalizar as cartas hidrometeorológicas em tiras e incluir os metadados, primeiro dos gráficos de Malawi, e depois os dos outros países do sul da África. As imagens digitalizadas seriam enviadas em DVDs à sede da IEDRO para digitação e devolvidos aos países de origem.
Inicialmente, o Dr. Crouthamel trouxe de volta várias mil carta em tiras de sua viagem, juntamente com dois outros conjuntos de dados hidrometeorológicos valiosos – nossas primeiras Cartas de Pressão Atmosférica em Tiras (barogramas) que será a próxima classe como parâmetro a ser digitada – e um conjunto de observações climáticas em microfichas que a IEDRO planeja tornar em imagem antes que os dados dos slides em deterioração tornem-se ilegíveis. Estes dados inspiram a IEDRO a começar vários novos trabalhos de digitação.
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